Sunday, July 28, 2013

O landlord psicopata

Faz três anos que moro em Londres. E eu já me mudei 8 vezes. Algumas cheias de empolgação, outras bem traumáticas. Mas nunca, nada vai superar a minha experiência com o landlord psicopata.

Veja bem, eu não saio por aí chamando as pessoas de psicopatas. A não ser que elas me dêem um motivo. Do tipo entrar no seu quarto para mexer nas suas coisas, proibir você de comer dentro do quarto (incluindo um chocolatinho à noite) ou vasculhar o seu lixo para checar se você estava comendo ou não, dentro do SEU quarto. Aquele que você PAGA para viver.

Eles eram um casal inofensivo: ela brasileira e ele argentino (eu deveria ter supeitado dessa combinação...). Para morar na casa, você tinha que trabalhar full time. Como exceção do casal, eles viviam de benefícios do Governo. Os primeiros sinais da psicose se mostraram na rota para fazer a limpeza da casa. Todos os flatmates eram obrigados a fazer o cleaning- ou pagar uma taxa de 20 pounds.

A lista para fazer o cleaning era composta por duas páginas do word, fonte arial 10. Super detalhada. Após a limpeza, ele ia checar se você tinha feito tudo do jeito correto. Porque sim, havia um jeito "correto" de fazer a faxina. O mais interessante é que os únicos que realmente usavam e sujavam a sala e a cozinha eram o casal, mas eles não participavam da rota de limpeza.

Usar a cozinha quando ele estava por perto era um pesadelo: ele reclamava de como você enxugava a pia, usava faca, cortava a cebola ou cozinhava a SUA comida. Sim, o cara era um freak.

Outras três moças já tinham sido "expulsas" de lá, com um aviso prévio de 15 dias para arrumar outra casa. Uma delas teve que sair véspera de Natal, uma outra, de 20 anos, não conhecia ninguém em Londres e teve que arrumar uma casa em duas semanas. É claro que ele só aceitava moças, um homem lá já teria quebrado a cara dele.

Ele não aceitou meu notice na data prevista, e com isso eu perdi a minha viagem  para Lisboa, perdi meus tickets, não vi minha família e acabei trabalhando no dia do meu aniversário. Mas no final deu tudo certo e hoje estou bem. Bem aliviada. E a lição aprendida foi nunca mais morar em casa onde o landlord mora também. ;)



Fonte da imagem.

O moço, o Tarot e o Pastel

Pedi a uma amiga para ler o tarot para mim. E ela leu. Duas vezes. E estava lá, o homem. Fiquei toda empolgada. Foi então que conheci o fulano de tal. Num museu. Num evento de antropologia. Tudo perfeito.

Fiquei mais empolgada.

Trocamos email. Voltei a consultar o tarot online (desses de graça que encontramos na Internet). Tudo lindo, tudo assim: é isso aí, esse é o momento. Cansada do tarot, fui para o jogo das 3 runas. A pergunta era a mesma: vai rolar alguma coisa com o mocinho (tipo, pergunta de quem tem 15 anos né...tsk tsk tsk). E as Runas diziam, sim sim sim.

No outro dia, a mesma coisa: sim sim sim. E no outro também: sim sim sim.

Bom, após uma das nossas conversas eu me enchi de coragem e chamei o mocinho para comer pastel (ele já tinha mostrado interesse pela culinária brasileira).

Primeiro dia sem resposta. Achei que, afinal, ele poderia estar ocupado.
Segundo dia sem resposta. Já fiquei meio ansiosa. Corri para as Runas e lá estava: Não.

Como assim?????

Após um mês eu já tinha percebido que o mocinho não estava tão interessado. Tudo culpa do tarot, claro! Que ficou me atentando. Mas você sabe como que é né, hoje fui lá jogar o tarot online de novo. E estava lá: Surpresas para você!

Humpf. Sei.

Na dúvida, hoje eu vou ficar em casa.




Imagem daqui ó